terça-feira, 15 de junho de 2010
Preservação do Solo no DF
O GDF, via Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, contratou, ainda no Governo Arruda, uma empresa gaucha para elaborar o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília - PPCUB. O objetivo deste plano seria estabelecer instrumentos de política de preservação urbana, uso do solo e prevenções. Ao termino o plano seria remetido à apreciação da Câmara Legislativa.
O objeto da contratação não prevê o mesmo tratamento a ser dado ao Plano Piloto e às Cidades Satélites. Naquelas cidades a ocupação poderia se dar sem os cuidados tidos com o Plano Piloto onde os gabaritos, as taxas de ocupação do solo e índices de aproveitamento dos terrenos estão sujeitos a disciplinamento e limites de modo a evitar a descaracterização do conjunto urbano e da qualidade de vida por ele oferecida.
Recentemente o Tribunal de Justiça, acionado pelo Ministério Público, tornou nulos inúmeros dispositivos contidos no Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal aprovado há pouco. Tal decisão se deu por terem sido ali encontrados indícios de favorecimento à especulação imobiliária em detrimento das condições de vida no DF.
Temendo que o ocorrido com o PDOT se repita com o PPCUB, a Prefeitura Comunitária em Defesa do Cruzeiro Novo, a Associação de Moradores da Vila Planalto, a Central de Movimentos Populares – CMP, a Prefeitura Comunitária das Estâncias Mestre D’Armas – Estâncias de Planaltina, arquitetos, advogados, sociólogos, historiadores, antropólogos e geógrafos da cidade convidam os setores comprometidos com a preservação de todo o Distrito Federal para participar de um movimento em defesa do DF.
Entende-se que o adensamento da ocupação e a construção de edifícios cada vez mais altos nas cidades satélites implicarão no congestionamento de trânsito, poluição e o caos urbano que terminará por refletir-se na própria área tombada. A reunião ocorrerá no dia 16 de junho, quarta-feira no auditório da CUT-DF localizado no Setor de Diversões Sul às 19 horas.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Banca Atrai Colecionadores
Album da Copa 2010
Camille, minha neta, tinha nove anos em 2006, quando se apaixonou pela Copa. Comprou um álbum e colecionou as figurinhas de times de países desconhecidos e compostos por jogadores desconhecidos e de nomes impronunciáveis. Mas as figurinhas, por um capricho da sorte ou das editoras vêm sempre repetidas. Algumas são impossíveis de serem encontradas nos pacotinhos.
A banca de jornais e revistas da SQN 106 tornou-se ponto de encontro e um grande mercado naquela ocasião. Colecionadores de todas as idades se reuniam ali para mostrar as figurinhas que tinham e buscar as que lhe faltavam. Alguns, grandes compradores, tinham caixas e caixas de figurinhas que ficavam agrupadas pelo time, pelo número, pela raridade etc. Alguns as trocavam ao par, outros exigiam três por duas ou duas por uma. Alguns só vendiam as mais raras.
Para os pais e avós, como eu, aquela era uma oportunidade de filhos e netos aprenderem a negociar. Era necessário acompanhá-los sem interferir de pronto nas negociações. A copa passou, Camille cresceu, está uma moça, e tudo indica que aquela empolgação não se repetiu. Mas marcou um momento único da sua infância.
Os encontros de colecionadores na banca da SQN 106 voltam a ocorrer com a mesma intensidade nesta Copa do Mundo. Especialmente nos sábados e domingos. Lá estão eles, os colecionadores de figurinhas, sob o beneplácito do proprietário da banca. Meninos, meninas, pais, mães, avôs e avós e marmanjos estão lá com novos álbuns e novas figurinhas, mas com a mesma paixão.
As bancas são equipamentos urbanos que prestam serviços. Vendem, além das revistas e jornais, livros, discos, picolés balas, chicletes, água mineral em garrafões, gás de cozinha etc. Alguém na administração da cidade entendeu que as bancas deveriam ser de lata, sem banheiro, e por isso quentes, insalubres. Seria bom que as bancas assumissem forma definitiva e contassem com o conforto merecido.
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SQN 106
terça-feira, 1 de junho de 2010
Os Brasilienses e seus Parques
Parque da Cdade por Erica simas
O Parque Olhos D’água (Quadra 413/14 Norte) foi criado por iniciativa e militância da comunidade. Um grupo de interessados formulou o Projeto de Lei e foi para a Câmara Legislativa buscar o apoio dos Deputados. Visitaram gabinetes, defenderam a proposta, cabalaram votos e ao final obtiveram a aprovação. Hoje o Parque é intensamente freqüentado pelos moradores das redondezas.
O Distrito Federal dispõe de muitos parques. Parques federais como o Parque Nacional e parques distritais. Parque de preservação de nascentes como o Parque das Águas Emendadas e vários outros e parques de preservação da flora e da fauna como o Jardim Botânico. Parques rurais e parques urbanos tais como o Parque da Cidade, o Parque Burle Marx, Parque de Águas Claras, o Parque Onoyama etc.
Dias atrás vi em um canal de TV uma entrevista com o Coordenador de Voluntariado da Fundação SOS Mata Atlântica, Beloyanes Bueno Monteiro. Ele enfatizava a importância da participação da população na gestão, sua politização quanto às questões ambientais. Beloyanes nos repassa a experiência de quase trinta anos de militância ambiental iniciada na Associação de Defesa da Juréia.
Nossos parques são tratados como questão governamental. Cada um deles tem um Comitê Gestor, planos de manejo, relatórios de impacto ambiental etc. São administrados por servidores públicos. Os parques não são conhecidos da população, não há identificação dela com os parques. Poucos sabem que o Parque das Águas Emendadas tem uma nascente que contribui para a Bacia do Rio Paraná e para a Bacia do Rio Tocantins. Nem que ali é o habitat do Pirá-brasília, um peixe que só existe ali.
Cabe a edição de uma Lei que redefina a gestão de cada um dos parques do Distrito Federal, chamando a população a eleger representantes para compor conselhos de gestão, definindo quem poderia votar, os limites de atuação destes conselhos e os as formas de utilização de cada parque.



