Escola Parque 308 Sul
A preocupação com a educação em Brasília surge ainda no Relatório do Plano Piloto de Lucio Costa. Ali a distribuição das escolas se dá em conformidade com a idade, a capacidade de a criança chegar a ela caminhando, o conforto e a segurança das crianças e sua distribuição espacial. O conceito de Superquadra, com dois mil e quinhentos habitantes e de Unidade de Vizinhança com dez mil habitantes possibilita a distribuição das escolas em correspondência com a distribuição etária da população.
Anísio Teixeira, que havia se notabilizado entre outras coisas pela criação da Escola Parque em Salvador, foi convidado pelo então Diretor do Departamento de Educação e Difusão Cultural da NOVACAP, o médico Ernesto Silva, para conceber o Plano de Construções Escolares de Brasília. Esse plano deveria se pautar pelas diretrizes emanadas por Juscelino Kubitscheck de ser ao mesmo tempo modelo e exemplo para todo o país.
Artigo de Pereira, Eva Waisros da UnB e Rocha, Lúcia Maria da Franca da UFBA disponível no www.anped.org.br nos dá conta das propostas contidas no Plano de Construções Escolares concebido a partir da premissa de ensinar a “compreender e pensar e não somente fazer”, objetivando uma formação sólida e geral, aquisição de hábitos e atitudes desejáveis para o trabalho, a vida e a sociedade.
A estrutura do sistema proposto seria composta dos Centros de Educação Elementar compreendendo os Jardins de Infância, Escola Parque e Escola Classe, Centros de Educação Média composto de Escola Secundária Compreensiva e Parque de Educação Média e a Universidade de Brasília. O sistema foi concebido para funcionamento em tempo integral.
Brasília sofre hoje da mesma falta de escolas observada em outras partes do país. Já tivemos até escola de lata. A omissão no cumprimento do dever constitucional de universalizar o ensino é flagrante. Proliferam as escolas particulares, dada a falta de escola pública. O novo governo deve identificar onde estão as crianças e as escolas disponíveis de modo construir novas escolas onde haja falta e oferecer a todos a educação almejada, voltando a ser exemplo e modelo para o país.
Mostrando postagens com marcador UnB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UnB. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Espaço de convivência para a UnB

A escuridão e a insegurança foram mote de campanha para o cargo de Reitor da UnB. As promessas tomavam por justificativa a existência, recente, dos cursos noturnos, coisa que não havia no passado. Foram lembrados os furtos nos estacionamentos, para os quais se prometia melhoria da iluminação.
Propunha-se a transferência dos custos da iluminação e de sua manutenção para a CEB, sob o argumento de que caberia a ela arcar com os custos decorrentes. Como se sabe, a taxa de iluminação pública é cobrada junto com o IPTU. Sendo a UnB parte do Governo Federal e dela não é cobrado qualquer tributo, não se sabe em que se apoiava a idéia de transferir aqueles custos de iluminação para outrem pagar.
A verdade é que a eleição do Reitor passou, a discussão sobre a iluminação não prosperou e a escuridão é atemorizante. Nos pontos de ônibus mal se vê aqueles que esperam por transporte e nos caminhos que ligam os prédios espalhados pelo Campus não há iluminação que permita ao transeunte se sentir seguro.
Por outro lado, o Campus contém inúmeras atividades de apoio que são toleradas e não assumidas por sua administração. A banca de jornais, a livraria improvisada, a lanchonete ao final da ala norte do Minhocão, bancos e diversas outras. São atividades necessárias, mas postas em conflito com a finalidade de cada edificação. Funcionam de forma precária e não atendem aos clientes como poderiam e deveriam.
Há um caminho quase obrigatório a quem estuda na UnB. Mesmo aqueles que estudam durante o dia vão à biblioteca em algum momento. Quase todos para lá se dirigem á noite para reforçar os estudos, pesquisar algo, fazer trabalho em grupo. Para tanto, enfrentam a escuridão e o isolamento da Biblioteca.
Para conter todos os serviços necessários ao apoio à atividade acadêmica e atividades culturais imagino uma Galeria que siga em direção á Biblioteca, que se inicie próximo à L-3, defronte ao posto de gasolina.
Nesta Galeria o transeunte poderia encontrar: lojas de reprografia, encadernação e edição de monografias, dissertações e teses. Um teatro para as apresentações dos tantos grupos que existem no campus. Um espaço para apresentação dos vídeos e filmes produzidos pela comunicação. Livrarias, várias. Restaurantes, pizzaria, café, lanchonete, bancos, cooperativa, e espaços para as associações de servidores e alunos e as Fundações de Apoio. Quanto renderia uma licitação para a lanchonete?
Imagino lojas pequenas de dois pavimentos com varanda ampla e contínua cobrindo todo o caminho, iluminação intensa e espaços generosos, com as edificações em pequenos blocos de modo a não se tornar uma barreira entre o Minhocão e parte norte do Campus. Um caminho com uma cobertura para abrigar todos os serviços. Isso daria um espaço de convivência ao Campus, um espaço para o fervilhar das idéias e proposições como deve ocorrer nas universidades.
Calma! Isto não é um novo mote de campanha nem eu sou candidato à Reitoria. É uma contribuição, de um ex-aluno, usuário da biblioteca, que enfrentou aqueles caminhos à noite.
Marcadores:
campus,
CEB,
iluminação,
Reitoria,
Segurança no Trabalho,
UnB
