quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Taxi e Novas Ideias

aplicativos_taxis

Os permissionários do serviço de táxi teimam em não aceitar que a tecnologia mudou a forma de prestar os serviços de transporte ponto a ponto. Os profissionais que ainda praticam o antigo modelo, ficam em uma fila, em um ponto, muitas vezes por horas a espera do cliente. Quando o passageiro demanda seus serviços ele avalia se a corrida e a receita decorrentes valem o tempo de espera. São muitos os relatos de pessoas que foram recusadas porque o taxista entendia que tal trajeto não pagaria o tempo no ponto.

Recentemente, uma senhora que veio a Brasilia para participar de um evento, foi recusada pelo taxista e seguiu da rodoviária até o Hotel Nacional arrastando as malas e outros pertences. No trajeto entre a rodoviária e o hotel ela foi assaltada. O fato foi noticia na mídia.

O motorista do Uber ou de outro aplicativo não pode recusar o passageiro. Em geral ele não espera muito. ele está em movimento e próximo ao local de onde o cliente está. Considerando a bandeirada, mesmo que o trajeto seja curto e ele venha a receber um pequeno valor, provavelmente ele receberá uma nova chamada de imediato e a sua receita diária será maior que daquele que espera o passageiro em um ponto. Os que trabalham com aplicativos afirmam que ganham bem mais que o taxista tradicional.

Essa questão não está resolvida com o projeto de lei aprovado na Camara Legislativa. Ficou a cargo do Executivo local estabelecer o limite de carros licenciados. A limitação do número de carros valoriza as permissões e cria um mercado paralelo. Dias atrás, os classificados continham anúncio de venda de três permissões ao preço médio de R$ 70 mil cada.

Atualmente, existem mais de 7 mil táxis de aplicativos. Com a redução do preço aumentaram os clientes e as corridas. A dificuldade de encontrar vagas de estacionamento tem feito com que muitos optem por deixar o carro na garagem, ou mesmo vendê-lo e utilizar os serviços dos aplicativos. O modelo antigo terá que conviver com os novos.

Nesta semana ouvi, em um noticiário nacional, uma taxista da cidade do Rio de Janeiro oferecer um novo serviço, o Taxi Rosa. Trata-se de mulheres taxistas voltadas para o atendimento preferencial às mulheres. A presunção é que elas se sintam mais à vontade em um veiculo conduzido por outra mulher. A tecnologia permite que os serviços sejam adequados à demanda. Tempos novos de desafios e oportunidades.



from WordPress http://ift.tt/2aCKAMF
via IFTTT

Comportamento e Civilidade

acendeos-faróis-840x559

Vi uma postagem na rede social sobre a questão do uso de faróis baixos durante o dia, estabelecido pela Lei 13.290 que vale discutir. O autor questiona a vigência da lei não pelo fato de que ela seja efetiva na prevenção de acidentes, disso ele não trata. Fala sobre a prática em outros países, fala sobre a possibilidade concreta do condutor esquecer de acionar a luz baixa, mas fala principalmente de multas.

Sobre a possibilidade do uso da luz baixa nas cidades ele questiona o fato de ser exigida apenas nas rodovias. Concretamente, como os trechos muitas vezes implicam na passagem por rodovias, é de se esperar que os motoristas liguem as luzes assim que acionarem o motor, pois de outra forma pode esquecer ou confundir as vias e ser alvo de multa.

O autor, sem citar fonte ou origem, cita estudo que identifica largos erros nos radares móveis. Isso não acontece com os “pardais”, estes contam com sensores nas vias que garantem a acuidade de suas medições. O mesmo estudo daria conta de que com as luzes dos veículos acesas aumentaria a resolução dos radares para próximo de 100%. Para ele esta seria a razão da lei: melhorar o desempenho dos radares para multar mais.

As estatísticas publicadas no site do Detran-DF mostra que proporcionalmente o número de mortes por acidente de veículos no Distrito Federal, vem caindo desde o início da série em 1995. Naquele ano 35,5 pessoas, para cada 100 mil habitantes morreram de acidente, caindo para 14,2 em 2014.

O número absoluto de mortes não é nada animador. Em 1995 morreram 652, caindo para 406 em 2014. O Detran considera nestas estatísticas as pessoas que acidentadas venham a falecer em decorrência do sinistro até 30 dias depois do fato. Entre 1995 e 2014 a frota no Distrital Federal cresceu de 436 mil para 1,563 milhão de veículos, o que mostra que os acidentes fatais vem decrescendo de modo absoluto e relativo.

Voltando a postagem comentada no início e considerando o número de pessoas que vem a falecer em decorrência dos acidentes, seria equivocado dizer que a nova lei tem propósito de apenas aumentar multas, mesmo porque se o condutor se mantiver no limite de velocidade da via ele não estará sujeito a multa. Todos temos responsabilidade social, que inclui aperfeiçoar as normas de convivência para que haja menos riscos e façamos uma sociedade melhor. Espero que a nova lei seja efetiva em reduzir acidentes.



from WordPress http://ift.tt/2aCJH6S
via IFTTT

terça-feira, 19 de julho de 2016

Governos Municipais e Eleições

municipios

Desde o dia 2 de julho último, entramos em processo eleitoral nos 5.570 municípios brasileiros. Em 90 dias, a partir daquela data, serão eleitos prefeitos e vereadores. Em 145 daqueles municípios poderá ocorrer segundo turno, caso o candidato mais votado não alcance mais de 50% do votos válidos no primeiro turno que ocorrerá em 2 de outubro.

Em geral as eleições municipais são pautadas por questões específicas de melhoria dos serviços prestados à população. Em pequenas cidades, de características rurais, onde a maioria da população vive no campo ou está relacionada às atividades rurais, a conservação das estradas vicinais tomam importância significativa.

Os serviços municipais de educação são avaliados por todos, sejam moradores de pequenos, médios ou grandes municípios. A quantidade das escolas, sua proximidade dos locais de moradia, o número de vagas são parâmetros de avaliação da gestão municipal e dos compromissos dos candidatos.

O eleitor avaliará as propostas de saúde pública, o atendimento médico acessível, a possibilidade de obter uma consulta ou um exame em prazo razoável, existência de pronto atendimento e a possibilidade de atendimento cirúrgico assim como atendimento pediátrico e obstétrico.

A qualidade das vias na administração em curso sempre pesa na avaliação do governo. A população tende a rejeitar aqueles que deixam as vias esburacadas e não fazem sua manutenção. Também rejeita os que não pavimentam as ruas, deixando-as empoeiradas ou lamacentas e irregulares.

Em cidades maiores, onde a distância da moradia ao local de trabalho, lazer ou estudos é grande e os moradores dependem de transporte público ou da fluidez do trânsito para exercer suas atividades, há tendência a considerar esse serviço na avaliação da gestão municipal, em raras exceções, positivamente.

As eleições municipais diferem das nacionais pela proximidade dos candidatos com os eleitores, o que os levam a conhecer suas qualidades e fraquezas. Há o comportamento partidário apaixonado que contrapõe os grupos. Quem apoia um partido não vota em candidato de outro. Neste ano atípico, com o desgaste moral de todos, sem financiamento de empresas, os candidatos terão que se desdobrar para buscar votos.



from WordPress http://ift.tt/2a8BlI8
via IFTTT