sexta-feira, 15 de julho de 2011

Rua de Pedestres em Brasília




Há, em Brasília, uma rua de pedestres muito movimentada. Trata-se da ligação da Quadra 7 do Setor Comercial Sul ao Setor Bancário Sul. Ela sai inicia no Shopping Pátio Brasil, na Avenida W3 Sul, passa por uma Galeria sob os Edifícios Arnaldo Vilares e José Severo, na Quadra 6, desce pela Quadra 5 passando pela marquise do BRB. A rua continua na Quadra 4, onde ficavam as sedes da CEB e da Caesb.


Esta via estava interrompida na Quadra 3. Os construtores do Edifício OK não se dispuseram a fazer a passagem entre ele e o edifício paralelo, mais antigo. Só recentemente esta passagem foi construída. Enquanto ela não estava pronta, as pessoas davam a volta pela marquise do Banco Itaú, onde havia uma feira de camelôs.

A rua de pedestres segue pela Quadra 1, entre os Edifícios Ceará e Baracat, Morro Vermelho e JK. Há ali uma escada que dá acesso á Galeria dos Estados que liga o Setor Comercial Sul ao Setor Bancário Sul. A Galeria permite o acesso à estação do metrô. A passagem da Quadra 2 é muito antiga. Ali sempre houve a presença de cafés onde os ocupantes dos Edifícios Ceará, Baracat, JK e Venâncio iam lanchar e falar de negócios.

O Setor Bancário Sul tem o piso liberado aos pedestres o que os leva até a Praça dos Tribunais onde termina a mais longa via exclusiva de pedestres de Brasília. O projeto do Setor Comercial Sul previu vias de pedestres transversais a esta. As vias de pedestres transversais, na direção Norte/Sul ficam abrigadas pelo recuo dos prédios no pavimento térreo, formando galerias e, na Quadra 1, previram-se passagens sob os prédios junto aos acessos aos mesmos.
                                            Os obstáculos à livre circulação dos pedestres que não têm dificuldade de       locomoção foram removidos nesta via. Os camelôs foram em grande parte retirados (existem ainda uns poucos) e as calçadas recuperadas. Ficaram uns comerciantes, na Quadra 5. Eles invadiram um terço da via estrangulando a passagem. O critério adotado com os camelôs foi mais rígido. Seria muito bom que a via fosse totalmente liberada.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Consignado Reduz Endividamento



Esta semana foi aberta com a discussão do aumento da inadimplência. O não pagamento nas datas de vencimento impõe, por parte das organizações financeiras, o aumento das reservas para cobertura de possíveis prejuízos. O aumento da inadimplência implica, por conseqüência, no aumento da taxa de risco e no custo maior do dinheiro.


O nível de endividamento dos brasileiros, em geral, é baixo quando comparado com o de outros povos. Aqui o endividamento beira os 40% do PIB, índice bem menor que aquele encontrado nos países de maior renda. Entretanto, o endividamento dos servidores públicos e dos pensionistas vem crescendo e não são raros os casos em que os pagamentos mensais superam em muito a capacidade de pagamento destas pessoas.

Essa situação é às vezes atribuída à facilidade de obtenção do crédito consignado. A garantia do recebimento das parcelas de financiamento levam as organizações financeiras a atuarem agressivamente na oferta de créditos que vão a prazo de até 60 meses. As taxas de juros são as menores, pois não há risco de inadimplência. Esta lógica é quebrada quando há o monopólio nos empréstimos e na conta pagamento.

O monopólio do consignado submete o assalariado a um único emprestador e este, então, impõe a taxa que quer, elevando os custos das prestações. A conta pagamento exclusiva em um determinado banco, garante a este a possibilidade de descontar seus créditos ao final de cada mês sem risco, o que lhes permite oferecer cartões de crédito e cheques especiais, estes sim com juros exorbitantes e que escapam ao limite imposto pelo Regime Jurídico Único levando o endividamento do servidor a níveis insustentáveis.

A exclusividade nas operações de empréstimos consignados foi vedada pelo Banco Central em 14 de Janeiro de 2011 através da Carta Circular 3.522. Em abril deste ano o Ministro Ari Pargendler, Presidente do STJ, negou ao Governo do Pará a manutenção de exclusividade nas operações de crédito consignado aos servidores daquele estado. Por tudo isso, não é correto o Distrito Federal manter a exclusividade em prejuízo do servidor.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

.A Ponte Costa e Silva Está Esgotada



A ponte Presidente Médici, ou Ponte das Garças, inaugurada em 14 de Janeiro de 1974, foi construída às pressas. Desde sua construção a obra sofreu muitas críticas. A altura seria insuficiente para passar barcos de porte um pouco maior. Seu projeto é o menos interessante das três pontes do Lago. Dizia-se à época de sua construção que ela teria sido feita por picuinha contra o projeto da ponte Costa e Silva, de concepção de Oscar Niemeyer, cujas obras estavam há muito interrompidas.


A Ponte Costa e Silva teve suas obras iniciadas nos anos 60 durante o governo de Wadjô Gomide. As obras ficaram paradas por vários anos. Em 6 de Fevereiro de 1976 a ponte foi inaugurada. Inicialmente ela seria toda em concreto. Seu projeto em arco previa que as cargas do vão central seriam rebatidas nos apoios vencendo o vão assim como as pontes construídas pelos romanos com seus arcos feitos em pedra.

Com a interrupção das obras, as ferragens ficaram sujeitas a intempéries por um longo tempo. Isso foi alegado posteriormente para mudar o partido estrutural. A ponte passou a contar com uma parte central feita em aço simplesmente apoiada nas extremidades das projeções dos pilares, estes apoiados no lago e ancorados nas margens, um modelo conhecido como vigas gerber. O desenho original foi mantido: três arcos apoiados em dois pontos nas águas do lago dando-lhe uma leveza ímpar.

A largura da ponte sempre foi criticada. Mesmo quando o fluxo era bem menor a ponte já apresentava insuficiência no escoamento do tráfego. Fez-se então a terceira faixa de modo a permitir, com a inversão do fluxo nos horários de pico melhorar a circulação dos veículos. A ponte está esgotada, especialmente depois das ocupações no Jardim Botânico, transformou-se em um ponto de estrangulamento. Afluem para ela, nas duas extremidades, pistas com três faixas de rolamento que se afunilam em duas faixas. Neste momento o correto seria fazer uma ponte paralela, mantendo o mesmo desenho, com outras três faixas de rolamento, permitindo que o tráfego flua livremente.